O que é?

Fisioterapia Veterinária é uma profissão que aplica raciocínio clínico e técnicas de Fisioterapia ao contexto veterinário (anatomia, fisiologia, biomecânica, patologia, contexto/propósito, comportamento).

A quem se destina?

Apesar de ser potencialmente aplicável a todos os animais, com as devidas adaptações, a Fisioterapia Veterinária destina-se sobretudo a cavalos, cães e gatos. 

Quais são os problemas mais comuns que podem beneficiar com a fisioterapia?

Em todos os animais:

  • Pré- e pós-operatório, especialmente em contexto de ortopedia (fracturas, luxações) e neurologia (hérnias, trauma vertebro-medular);
  • Claudicações com origem e/ou repercussões ao nível muscular, tendinoso ou articular;
  • Disfunções de movimento com origem na interacção do sistema nervoso periférico com interfaces musculo-esqueléticas (por exemplo, disfunção do nervo ciático);
  • Optimização de gesto técnico em contexto desportivo;
  • Doenças degenerativas ou processos naturais associados ao envelhecimento, especialmente a osteo-artrose, perda de massa muscular, perda de coordenação, equilíbrio ou destreza, aumento de peso;
  • Prevenção de lesão;
  • Promoção de saúde.

Em cavalos:

  • Conflito das apófises espinhosas (“kissing spine”);
  • Tendinopatia do flexor digital superficial;
  • Patologia do ligamento suspensor do boleto;
  • Disfunções biomecânicas da patela;
  • Disfunções com origem na articulação sacro-ilíaca;
  • Disfunções de movimento com origem em corpos livres nas articulações distais;
  • Desequilíbrios, lesões e disfunções musculares;
  • Claudicações ou desigualdades do movimento dos membros;
  • Dificuldades no desempenho desportivo;
  • (No cavaleiro: postura, desequilíbrios musculares e efeitos do treino).

Em cães:

  • Displasia da anca;
  • Patologia do ligamento cruzado cranial;
  • Displasia do cotovelo;
  • Disfunções do carpo (comuns em cães de agility);
  • Disfunções da tibio-társica (comuns em cães de corrida ou agility);
  • Osteo-artrose ou osteo-artrite (prevenção e tratamento);
  • Síndrome de wobbler;
  • Sequelas neurológicas de hérnia discal;
  • Paraplegia;
  • Obesidade (recondicionamento físico).

Em gatos:

  • Síndrome de Guillain Barré;
  • Sequelas de quedas ou traumas.
Que técnicas podem ser aplicadas?
  • Terapia manual – massagem, mobilização, alongamentos;
  • Electroterapia e agentes físicos – magnetoterapia, laser, ultra-som, estimulação neuromuscular, calor, frio;
  • Exercício terapêutico, dentro ou fora de água;
  • Aplicação de ligaduras, tape ou bandas neuromusculares;
  • Análise e modificação do meio, como coadjuvante da intervenção;
  • Análise e treino de movimentos específicos;
  • Fisioterapia respiratória (através da mobilização do tórax, entre outras técnicas).
O que se pode alcançar com Fisioterapia Veterinária?
  • Recuperação pós-trauma, lesão ou cirurgia mais rápida e com mais qualidade;
  • Melhor performance funcional e desportiva;
  • Prevenção e redução de problemas associados ao envelhecimento;
  • Detecção e resolução de problemas musculo-esqueléticos ainda em fase sub-clínica (antes de haver sintomas major);
  • Conforto e qualidade de vida do animal;
  • Promoção da saúde;
  • Ensino e parceria com o dono do animal;
  • Melhoria da relação cavalo/cavaleiro.